quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Um ano de Nofiapo!

Aniversário

Um ano, doze meses, trezentos e sessenta e cinco dias
Números que nãos cabem nesses versos
Nem preenchem meu coração
Wescley


Por um acaso percebi que esse blog faz um ano. Um ano de real utilização. Mesmo que os últimos tempos tenham sido de marasmo, aqui eu pude transpirar angustias, desabafos, fantasias, imaginações, invenções. Aqui me expus, enganei, brinquei, provoquei. Conheci pessoas e fiquei conhecido. As palavras saíram daqui e foram para monografias, para os ônibus e irão para os livros.

Por diversas questões só fui me encantar com as letras há muito pouco tempo. Isso me faz ter plena consciência das minhas limitações como escritor, porém também tenho total clareza de meu potencial.

É indescritível a sensação de ser lido. De emocionar alguém, de fazer alguém pensar e estimular a fazer algo.  Pessoas que gostam da gente rindo, chorando, se reconhecendo e nos reconhecendo nos textos. Pessoas que não conhecemos sentindo igual sensação, isso é surreal, é dívino! Não sei se foram muitos, mas sei que existiram os que gostaram, marejaram os olhos e se inspiraram com esses rabiscos aqui. Isso valeu a pena.

Sempre escrevi sem pensar nas consequências, sem pensar em resultados, mas me concentrando nas causas, no exercício em si. Percebo que muito mais do que ser escritor, muitas vezes muitos querem e tem de parecerem escritores, isso pra mim é difícil. Quero muito mais ser do que parecer.

Embora adore o reconhecimento, sempre desconfio dele, defeito meu. Não me sinto a vontade com a sacralização que a arte tende a transparecer. Sou meio tímido, quase antíssocial com pessoas não próximas. Aqui é meio um refúgio e eu agradeço a todos e todas que leem, admiram, propagam e me estimulam a continuar!

Agradeço as milhares (sim, milhares!) de pessoas que por aqui passaram, que espalharam meus textos pelas redes sociais e agradeço principalmente aos cativos, os poucos, mas valiosos que sempre estão aqui, os que tive a oportunidade de conhecer e os que ainda não.

Continuem aqui comigo e daqui há algumas décadas, quando minha escrita estiver bem melhor, vocês também serão responsáveis por isso. É interessante passar a vista nesse blog e ver a diversidade de ideias que nele depositei, coisas sobre mim e coisas que apenas inventei, coisas difíceis de escrever e textos que fluíram muito rapidamente. Algumas coisas muito boas, outras imperfeitas, cheias de errinhos, mas com a característica de rascunho que esse blog tem pra mim.

Fico aqui esperando que essa crise de abstinência de escrita acabe e eu volte a fazer versinhos e continhos que possam alimentar o Fiapo tênue que vocês que leem com tanto carinho.   

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Agora, de brincadeira, vou fazer uma lista dos textos que de alguma maneira são destaques pra mim. Separei 25 e foi difícil escolher oh, não são exatamente os melhores ou dentro de uma ordem exata,  mas estão aí. Desconsiderem também os erros de português e de digitação abaixo, fiz meio apressado, hehehe


1 - 19 de abril, palhaços, lágrimas, sorrisos e poesias

Daqui, o texto foi parar em diversas listas de e-mails e no Site do Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual do Ceará. Muito gente leu, gostou, se emocionou. Ver minha companheira chorando lendo isso foi uma imagem marcante em minha vida. Escrevi esse texto meio instintivamente. No dia do meu aniversário, pensando na vida, meio cabisbaixo. Foi sem dúvidas o texto mais difícil de escrever e mais ainda de postar. É difícil se expor assim, inventar é mais fácil.




O texto mais lindo do Blog, campeão de goleada. E foi um dos primeiros escritos. Em qualidade literária não é nem de longe o de mais qualidade, mas tem um valor enorme, sobretudo para aquelas que são tão rebeldes quanto aqueles versos.


3- Soneto da Gratidão

O segundo texto que escrevi quando reabri o blog. Acho que postei depois. É uma homenagem. É difícil fazer sonetos, esse está quase perfeito do ponto de vista da métrica. Os versos estão lindos, me orgulho desse poema, acho que foi um agradecimento quase a altura.

4- O Bar Escritor

Texto em Prosa. Um dos melhores do blog, senão o melhor (é difícil escolher). É o tipo de texto que eu releio e não tenho vontade de reescrever, hehehe. Vai está numa publicação brevemente.


5- Metrô-Politana

Uma poesia que em sua simplicidade já diz tudo. Até eu duvido que fui eu quem fiz, hehehe.


6- Campo

Uma poesia triste, indignada e muito sincera. Lembro que escrevi na raiva e revolta de Belo Monte, Código Florestal e assassinato de Zé Claudio e sua esposa. No início o nome seria “Pará”, depois os versos ganharam outro corpo.


7- Manifesto

Simples e direto, como tem que ser. Talvez seja hoje o texto mais lido, pois foi vencedor do concurso Viagens Poéticas e está correndo a cidade espalhado pelos ônibus de Fortaleza. Em breve estará em uma ou duas publicações. É muito doido pensar que agora tem dezenas de pessoas lendo esses versos, tendo diversas reações, desde a indiferença até uma inspiração para superar as dores cotidianas.


8- O Vagão Anil

Um dia uma grande amiga me contou uma historia e eu fiquei pensando “poxa, isso dá um conto”. Muito tempo depois resolvi escrever algo baseado naquilo. É um texto denso, em prosa e longo. Foi difícil e divertido de escrever, porque eu me vesti de um personagem , construí sua identidade e fui escrever como ele, um exercício interessante. É um texto homenagem também.


9- Nova Lisboa

Uma poesia sobre Fortaleza. Gostei muito do resultado, sem muitas explicações, não gosto de explicar poesia, hehehe.



10- Migalhas

Uma poesia que não teve lá muito destaque. Eu adoro, diz muito, não diz nada, afinal são migalhas...



11- Aos Companheiros

Palavras cheias de emoção e sinceridade. Espalhou-se em sites, jornaizinhos, saraus. Diz muito do que sinto pelos companheiros e companheiras de luta que tive a honra de conhecer.



12- A Fuga

Prosa pesada, pequena, densa, real. Gosto desse.



13- O Ateu Errante

Iniciei o texto juntando fragmentos de outras coisas incompletas e saiu uma prosa poética que é quase a descrição desse Blog.



14- Recital urbano

Pequenininho, já pensei em tatuá-lo.



15- Primeiro Ato – O Bilhete

Primeiro ( nem sei se é) de uma série que AINDA não terminei, tava ficando legal, mas nem eu sei onde queria chegar, um dia termino.



16- Vale de Sangue

Um soneto imperfeito, tão qual as relações construídas no Vale do Jaguaribe, de onde vim.



17- Via Sacra

Gosto desse. Pelo conteúdo e pelo estilo



18- Ontem bati o carro e li um livro

Tom Zé disse uma vez que quando você perde o medo do palco, você vira um senhor do palco. Esse foi o primeiro texto que eu postei. Um desabafo, apenas isso. Mas ver gente que tem os mesmos pequenos grandes problemas se emocionando e se reconhecendo no texto acabou me estimulando a escrever, me senti corajoso ao expor isso.



19 – Belo Monte

Poesia muito lida, propagada, foi usada em atos. Atual, uma denúncia.



20- O Soneto da Barbárie

Um dos primeiros textos e um dos mais lidos. Questões que martelavam e martelam na minha cabeça.



21- Segundo Manifesto Momintiriano

Nonsense , provocador, humorístico, dadaístico, hehehe.



22- O Parto

Escrever é isso. Muita gente gostou desse também.



23- Não vou cantar só

A primeira musiquinha a gente nunca esquece, hehehe;



24- Elas, duas

Bom, gosto dessa daqui.

25- Pauperização

Brincando com as palavras, escrevendo pouco e tentando dizer muito


Wescley