quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Aos Companheiros


Dos poetas que reviram nosso espírito
Dos guerreiros que sangraram nas jornadas
As Homéricas que sempre serão lembradas
Ou a vida de um operário aflito

Na leitura dos pensadores convictos
Na vivência daquele negro herói
Na postura da mulher que desconstrói
As paredes desses muros de conflitos

Edifico e fortaleço esse meu grito
Sobretudo no olhar dos companheiros
Os que lutam e compõem os cancioneiros
De uma vida para além do triste mito

E é neles que me espelho e me permito
Ao jogar-me nessa saga de leões
Tantas lágrimas, tantos risos e sermões
Tantas dores e amores nesse rito

Por um mundo diferente precipito
Todo verso, toda prosa, todo ato
Toda luta, todo verbo, todo fato
A vocês, companheiros, eu recito


Para todos os companheiros e companheiras que encontrei no MESS/UECE. Amigos, irmãos, camaradas. Verdadeiras referências, fonte de convicção e vontade de seguir em frente.