domingo, 27 de março de 2011

Segundo Manifesto Mómintiriano: Os alquimistas estão chegando!

E de dentro das profundezas do caos, das luzes reluzentes da putaria, dos raios relutantes da poesia e do ideário comprometido com a metodologia do “fazer nas coxas” podiam-se ouvir os gritos estridentes de músculos cerebrais, muito mais atrofiados que o ego, que colocavam no paredão uma anti-instituição ilibada no mais alto conceito eudorico-paraguarassuense de altas prosopopeias revolucionárias em conceitos metafóricos, esquerdóides e megazóides. Absurdo!

Haviam aberto a caixa de Pandora! O conselho de anciões colocava em xeque o compromisso revolucionário da patota solitária afirmando que todo o seu quadro era, um tanto, individualista. Era a ditadura, mais dura do que dita. E diziam ainda que o coletivo unitário gritava uníssono para reproduzir impropérios e heresias sobre as sagradas escrituras de "O Capital".

Tempos difíceis... Super-heroínas fechavam ruas sozinhas e sozinhas construíam o templo sagrado de barbudos bem mais cabeludos que nossos pelos pobres e desiguais pregados em nossa face cheia de cravos. Ora, quem seriamos nós a enfrentar os históricos e os folclóricos, os presentes, os ausentes, os passados, os mal passados, os bem presentes e mais e mais? Era a barbárie.

Uma execução e um vislumbre imediato: Goela a baixo enfiaram um gole de Pitú e a certeza da inquisição de nossos pares "Id e superego" por soldados contemporâneos a nós, no templo profano do anti-caos onde, paulatinamente, substituíam o pote de preservativos por balinhas de hortelã. Era a reorganização lúdica, propositiva, cheia de coletivos sufocados por homens e mulheres igualmente sós, com suas caras de chibatas peculiares, gotas do que estava por vir desde esse dia fatídico. Ora, uma profecia talvez.

Em uma reunião insone, nós mómintirianos, acabamos por invocar o espírito de Clodovil e ao nos encontrarmos com o Mestre dos Magos percebemos que essa crise de imagem era uma dádiva nunca vista antes na historia desse País! Protesto, protestantismo, pensei, digo, pensamos. Escrevemos 25 teses em 140 caracteres... cordeliramos e chantarchargeamos enquanto tirávamos tirinhas da cachola alheia. Afinal, seriamos nós o elo perdido? Aquele pedaço onde pós-modernistas e marxistas se encontram? Seria a Mó Mintíra a materialização mais fiel da contradição? Sim, não, talvez.

Unanimidade, ninguém nos queria! Percebemo-nos com um poder descomunal em mãos, alquimistas responsáveis pelo fim da Burguesia a qualquer momento. Uma farofa sem farinha, um sindicato sem sede, um baião sem feijão, uma lombra sem maconha! Crise, crise, crise!

Puta falta de sacanagem essa safadeza oculta – pensei, lembrando de minhas principais influências dos últimos tempos. Os movimentos sociais não ficavam tão eufóricos desde o lançamento de “É o Tchan na Selva”. Comparavam-nos com João Kleber, Che Guevara, José Paulo Netto. Vimos nossa barba molhada por uma bebida ruim e que dava dor de cabeça, alguns chamavam de cerveja, mas em seu rótulo estava escrito “Kaiser”. Claro! Eureca! Morreu Maria Preá! O ícone dos mandatários, das stalinetes, dos Secretários de Trabalho e Desenvolvimento Social ligados à clubes de Futebol de baixo calibre.

Não havia deputado estadual careca que desse jeito, "mexeu com a Xuxa, mexeu comigo". As constantes explicações semânticas, lingüísticas e sintéticas desse fenômeno pseudo-artístico revelaram o atraso junto a nossa língua-mãe e, como filha da puta que somos, não sabíamos perceber sequer suas melhores qualidades, como a fina ironia perante as grossas entranhas dos grandes, poderosos e virtuosos militantes do mundo melhor. Era muita mágoa, biquinho e beiços aflorados por não serem chamados para uma festa pobre onde apenas um bêbado cantava a "dança do jumento" para a bela lua.

Contemplamos quanta sapiência havia ali e não mais adiantava fugir para as colinas. Ele avisou: é cilada, Bino! A patrulha da história e do saber enviesado fazia uma coalizão com Mister Stalin e o Bloco do anarco-democratismo a fim de proibir todo e qualquer ato que lembrasse o comercial do leite de cabra. Seria mais um sinal para o que estava por vir.

Machista! Homofóbico! Governista! Torcedor do kanal! NÃO, aí NÃO! Atitudes haveriam de serem tomadas, atitudes radicais, vide os esqueitistas de Malhação! Somos nós a coisa mais unânime, séria e coerente desde o Furacão Katrina! Somos nós os responsáveis pelo questionamento ao profeta Althusser. Somos nós que confeccionamos as carteirinhas do fã-clube do Falcão. Somos históricos, referências. Sinalização para o penhasco do endonismo-materialista-dialético.

Evitamos acidentes e fizemos de propósito. Aqui todos se candidatam, todos votam e todos se elegem. Adocicamos a vida com um pote de brigadeiro e um litro de vinho São Braz. Somos o singular mais pluralizado que se pode ver no Velho Oeste e não tem exame de DNA do Ratinho que possa detectar a transcendência da visão enigmática que Luizim da Milhã - em saudosa memória - quando pode nos brindar ao parafrasear Bezerra da Silva: Malandro é Malandro e Mané é Mané. Entre Bezerras da Silvas e Bezerras do Cão vamos alimentando a fome dos pobres diabos angelicais em suas poses e títulos. Do Alvaro Wayne ao Montese, do Itapery ao Tabapuá, libertários etílicos nas ruas esburacadas!

A Mó Mintíra Pictures resolveu xingar muito no twitter. Combater o que chamamos de Pedagogia da Superficialidade, onde as obras acadêmicas transformam-se em sinonímia da Ficção Científica atual e a cooptação ideológica perpassa pelo cheiro no cangote, tão eficaz quão os anticorpos de um jumento quee não gripa no calor de Senador Pompeu.

Vamos fazer um filme. Jogar as cartas na mesa, mostrar porque o diabo mora no Pão-de-Açúcar, porque queremos transformar Guaramiranga em um Único Bar do Odilon, porque combatemos o poder que quer lutar pela redução da jornada de salário e vamos à luta contras as comissões de formatura que investem nas festas o valor financeiro e simbólico inversamente proporcional ao que investem na formação.

Dane-se! Óbvio, preferíamos assistir o filme do Pelé! Invadimos a sala do “Nós” e nos deparamos com tantos “Eus” que foi o jeito buscar uma solução em outro lugar. Sem câmera, sem lenço e sem documento fomos para as letras. Um alfabeto todo para formar palavrões, criarmos factóides típicos da comédia do óbvio (de novo) lulante, como um Tiririca deputado da base do governo democrático e populista que tudo de bom faz, nada de ruim traz e nada sabe e nada ver. Abestados do mundo, uni-vos!

O movimento MóMintiriano se fortaleceu e se movimenta na rede! De um lado para o outro, se balança deitado na rede e assim permanece como lócus que estuda essa nova militância cibernética mais estática que guaxinim morto, tal qual os adoradores de arrobas e arrombas que arribam o Estado e arrebentam com o povo que não sabe que é pelo seu bem, pois nunca leu Gramsci e se leu deve está tendo uma visão errada, pouco dialética, muito sectária, tal qual o outro filósofo, intelectual orgânico, Amado Batista cantou: “sectária que trabalha o dia inteiro comigo...”.

Mas deixemos de tantos entretantos e vamos colocar a jiripoca pra piar neste terreno arenoso de lobos mais mansos que cordeiros, de Edsons Cordeiros desafinados e de Lobões anarco-fascistas incompreendidos. O tempo é de dormir e ter pesadelos. Pois depois de dois mais dois pudemos destilar e fermentar pensamentos que garantiam a firmeza da decisão de patentear as formas-de-fazer-babau, de confeccionar o dicionário de siglas do Serviço Social e de ministrar um curso de como pelegar sem perder a ternura.

É tanta carta e manifesto, tanto erro de português e de concordância (e de discordância também) que o contrário do contrário do contrário não virou tese, nem antítese, muito menos síntese. Dadaísmo e dedalismo em atos terroristas com bolinhas de papel à alvejarem pobres dráculas tucanóides, Vandinhas esverdeadas com a bíblia na mão, envergonhando a Família Adams, agora em versão Greenpeace; além de vovós militantes históricas, velhas demais para um tango, quiçá para um rock. Ambidestros mutantes se proliferavam sob o discurso da petulância e do embasamento, deveras assaz, de Pedro Bial e Paulo Henrique Amorim, alastrando a onda de maisoumenozação dos bares prosaicos de esquina.

E assim percebíamos os termos e a merda de não termos uma esquerda mais eficiente que a do Ronaldo Angelim e chorarmos e rirmos nos micro-blogs, redes sociais, alpendres e cabarés da vida. E de tanto julgarem e falarem e dizerem e discursarem demais nada mais diziam. Nem pneu de caminhão, nem jegue, nem greve, nem nada, tudo estava no Estado Ampliado, menos os nossos defeitos. Mas não era o fim, era o começo.

Se desmantelo é que nem bunda e só presta grande, que o produto fecal desse processo adube a mente, desmantele a máquina e deixe tontos todos àqueles que quiserem excesso de racionalismo e quantificação. Que possa lombrar as desculpas esfarrapadas e lustrar o pau das caras-de-pau que enfurecerem e enrijecessem de tanto saco puxar.

Alquimia, nós só estamos chegando. Aqui o que vale é o anarco-color-dada-endo-ego-auto-marxismo-anti-cristão. Profanação! Profanação! Destilamos sarcasmo para o torpor dos desequilibrados e queiram, por favor, tacarem vossas cabeças nas paredes e morrerem caso não queiram ouvir. Andem pela sombra e usem filtro solar. Que Beto Barbosa esteja conosco! Bêbados e de pé estamos. Nunca calados, mesmo falando do nada, sobre nada e pra ninguém. Aqui, o critério não é você.