sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Gotas de resistência

Pelejar nesses tempos arenosos
É um caminhar constante sobre espinhos
Labutar contra seus próprios vacilos
E saltar as esparrelas do mundo
Nesses tempos arenosos
Onde os sonhos estão no volume morto
Onde o luto seca a luta
É difícil não sucumbir
Quando nos querem pedra
Quando nos querem máquina
Querem-nos presos
Querem-nos presas de nós mesmos
Pacificando nossos passos
Apassivando nossos sonhos
Petrificando o horizonte

Pelejamos sobre o chão seco
E o nosso único trunfo
Ainda em tempos arenosos
São os olhos das/dos camaradas
De onde caem gostas de coragem
Olhares que resguardam no fundo
Tempestades de força, um céu de possibilidades
Um mar de ousadia, um solo de fertilidade
Nesses tempos difíceis e arenosos
Basta um olhar para o outro,
Basta uma mão sobre a outra
E as restantes em punho
Para que saciemos nossa sede
De busca por transformação
E possamos semear outro tempo

Tempo de realizar