Carrego em meu bornó
O otimismo da baladeira
O pessimismo das pedras
E a realidade
De quem não caça só
1. Uma gaveta pública cheia de rascunhos. 2. fi.a.po sm (de fio) 1 Fio tênue. 2 pop Quantidade ou porção insignificante... 3."O coletivo de um homem só, falando do nada e pra ninguém..."
terça-feira, 21 de novembro de 2017
segunda-feira, 20 de novembro de 2017
sábado, 18 de novembro de 2017
segunda-feira, 13 de novembro de 2017
Acordo
A água gelada, porém, incolor
Caprichosamente se disfarça de carrasco
Enquanto a sede seca, mas silenciosa
Aceita e se finge de morta
Sono leve, breve distância
E o retorno mais forte
O público árido e sedento
Pede o baião lacônico, mas suculento
No balançar caprichoso do frio e do calor
O espetáculo recomeça
Regado por pingos de satisfação
E goles de acordo de paz
sábado, 11 de novembro de 2017
Café-com-leite
Fomento da massa
Fermento da papa
Farinha de tranca
Trigo requentado
Troco rebuscado
Trupe sacripanta
Sobe a fumaça
Do pão na chapa
Branca
Fermento da papa
Farinha de tranca
Trigo requentado
Troco rebuscado
Trupe sacripanta
Sobe a fumaça
Do pão na chapa
Branca
quinta-feira, 9 de novembro de 2017
Ao editor
Caro editor que nunca tive
Estive pensando
E desisti do livro
Não quero ser lido
Pelo que não quero falar
Pelo que não sei anotar
E pelo o que querem os ouvidos
Não quero ser lido
Em retângulos repetidos
Editor caro
Desisti do livro
Serei um desses poetas vivos
Que usa como conforto
A ilusão que será lido
Depois de morto
Torto rescaldo
Poeta medíocre
Com medo do resultado
Quisera declamado
Foste reclamado
Quisera aclamado
Sobrou-me inflamado
Caro editor
Desisti do sonho
Desisti do quadro
Não sou competente para ser
Enquadrado
Não sirvo para o papel
De escritor
Não falo como um
Não visto como um
Não atuo como um
Não vejo como outro
Autor
Não sirvo para o papel
Que estou
Desisto
Edito pelo não dito
Existo pelo não cisto
Não quero ser lido
Por escrever colorido
Caro editor de texto
Que como pretexto
Digito
Desisti do livro
Agora quero o livre
Mais do que o escrito
Estive pensando
E desisti do livro
Não quero ser lido
Pelo que não quero falar
Pelo que não sei anotar
E pelo o que querem os ouvidos
Não quero ser lido
Em retângulos repetidos
Editor caro
Desisti do livro
Serei um desses poetas vivos
Que usa como conforto
A ilusão que será lido
Depois de morto
Torto rescaldo
Poeta medíocre
Com medo do resultado
Quisera declamado
Foste reclamado
Quisera aclamado
Sobrou-me inflamado
Caro editor
Desisti do sonho
Desisti do quadro
Não sou competente para ser
Enquadrado
Não sirvo para o papel
De escritor
Não falo como um
Não visto como um
Não atuo como um
Não vejo como outro
Autor
Não sirvo para o papel
Que estou
Desisto
Edito pelo não dito
Existo pelo não cisto
Não quero ser lido
Por escrever colorido
Caro editor de texto
Que como pretexto
Digito
Desisti do livro
Agora quero o livre
Mais do que o escrito
quinta-feira, 2 de novembro de 2017
quinta-feira, 21 de setembro de 2017
Contracorrente
Ela e ela
Ele e ele
Laço e elo
Corre rente
Rua, relo
Violeta
Violento
Foice e martelo
Ele e ele
Laço e elo
Corre rente
Rua, relo
Violeta
Violento
Foice e martelo
terça-feira, 19 de setembro de 2017
Decepção
Reneguei o bom-mocismo
Fragilizei a imagem do anti-herói
Desconcertei a expectativa do prodígio
Decepcionei os ruídos sobre a genialidade
Sobrou-me humano
Tenso
Quebradiço
Autêntico
Ao menos
Tento
Fragilizei a imagem do anti-herói
Desconcertei a expectativa do prodígio
Decepcionei os ruídos sobre a genialidade
Sobrou-me humano
Tenso
Quebradiço
Autêntico
Ao menos
Tento
quarta-feira, 6 de setembro de 2017
Tato
À flor do pelo
Ao por do prelo
Ao por do prelo
Apelo ao gelo
Pele, polo, pulo
Surra, sola, selo
Cela, sê-lo
Selo
Cela, sê-lo
Selo
Penitência
Que hora são?
Aponta o ponteiro
E aquele ponto
De interrogação
Bate o ponto
E o desespero
Carrega a cruz
Os pregos e o cheiro
De sua missão
Reza o terço
Não ganha um quarto
Quando não farto
Quebra o martelo
Motor e chinelos
A fé e as marchas
E sem calmaria
Reza a desgraça
Ave maria!
Cheio de graxa...
Espertina
Uma hora e cinquenta e seis minutos
Os números por extenso
Atravessam em claro
A madrugada
Escura
terça-feira, 5 de setembro de 2017
domingo, 3 de setembro de 2017
Dívida
Com as penas de Ícaro
Colori de vermelho
E maculei o papel
Com a flecha de Aquiles
Marquei meus passos e versos
Com as gotas que escorreram
No chão que rastejaria
Com a amiga de Eva
Arranquei peles das estrofes
Conheci as dores e os aromas
E saldei minhas angustias
Nem sempre cobra é serpente
Tem dias que é verbo
Dormente
Colori de vermelho
E maculei o papel
Com a flecha de Aquiles
Marquei meus passos e versos
Com as gotas que escorreram
No chão que rastejaria
Com a amiga de Eva
Arranquei peles das estrofes
Conheci as dores e os aromas
E saldei minhas angustias
Nem sempre cobra é serpente
Tem dias que é verbo
Dormente
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