Rasgou o papel
Pulou fora do texto
Mas que ser história
Fez história
1. Uma gaveta pública cheia de rascunhos. 2. fi.a.po sm (de fio) 1 Fio tênue. 2 pop Quantidade ou porção insignificante... 3."O coletivo de um homem só, falando do nada e pra ninguém..."
terça-feira, 4 de abril de 2017
Componho
Com uma arma na mão
Mirando fantasmas enquanto corro
Atiro palavras no chão
Como num pedido de socorro
Se vira ato
Mato
Se vira poema
Morro
Mirando fantasmas enquanto corro
Atiro palavras no chão
Como num pedido de socorro
Se vira ato
Mato
Se vira poema
Morro
Maquiagem
Um idiota
Daqueles clássicos!
Passivo-agressivo
Dissimulado
Sem auto-estima
Viciado em autoflagelação
Esparadrapo na boca
Curativos no coração
Hora de ser duro
De fingir certeza
De atuar coragem
Hora da maquiagem
No idiota do espelho
Daqueles clássicos!
Passivo-agressivo
Dissimulado
Sem auto-estima
Viciado em autoflagelação
Esparadrapo na boca
Curativos no coração
Hora de ser duro
De fingir certeza
De atuar coragem
Hora da maquiagem
No idiota do espelho
Acidente
Coberta de costuras
A pele duvidava até da água
Que a acalentava sem cessar
As cicatrizes são máscaras
Das dores já falecidas
E dos cortes em potência
No jogo do imponderável
A pele duvidava até da água
Que a acalentava sem cessar
As cicatrizes são máscaras
Das dores já falecidas
E dos cortes em potência
No jogo do imponderável
Fracasso
Quis os versos como quiseram
Para ser quadro
Para ser canto
Para ser cantada
Quis as estrofes como faziam
Para ser discurso
Concurso
Percurso
Quis seus poemas para o ego
Para o cego
Para o lego
Valores que não carrego
Mas só sabia ser fácil
frágil
Frígido
E foice
Para ser quadro
Para ser canto
Para ser cantada
Quis as estrofes como faziam
Para ser discurso
Concurso
Percurso
Quis seus poemas para o ego
Para o cego
Para o lego
Valores que não carrego
Mas só sabia ser fácil
frágil
Frígido
E foice
Dissonia
Num piscar de olhos
Os medos do passado e do futuro
Massageiam o peito
Exalando o aroma da angústia
Uma explosão de pesadelos
Sob o signo do sossego
Os medos do passado e do futuro
Massageiam o peito
Exalando o aroma da angústia
Uma explosão de pesadelos
Sob o signo do sossego
terça-feira, 28 de março de 2017
Quadro crônico
Visão seletiva e cegueira funcional
Labirintite ética e ideológica
Síncope de ocasião
Espasmos de moralismo conveniente
Surtos de radicalismo intercalados por longos períodos de condescendência
Esquizofrenia do discurso incoerente
Depedência em instrumentalização de pautas
Febres delirantes de achismo
Prurido intermitente de vaidade
Perda do senso do ridículo
Vômitos agudos de carreirismo
Infecção generalizada de fofoquismo
Formação de hérnias de rancor
Espírito poluído, cor: barro-barbárie
Labirintite ética e ideológica
Síncope de ocasião
Espasmos de moralismo conveniente
Surtos de radicalismo intercalados por longos períodos de condescendência
Esquizofrenia do discurso incoerente
Depedência em instrumentalização de pautas
Febres delirantes de achismo
Prurido intermitente de vaidade
Perda do senso do ridículo
Vômitos agudos de carreirismo
Infecção generalizada de fofoquismo
Formação de hérnias de rancor
Espírito poluído, cor: barro-barbárie
quinta-feira, 23 de março de 2017
Desumano
Vivemos no espaço-tempo
Onde nem o riso é inocente
Nem o choro é de verdade
Nem o ódio é consciente
Onde o amor é competição
Vivemos no espaço-tempo
Onde o desafio não é ser ético
É manter-se ético
Apesar de tudo
Onde nem o riso é inocente
Nem o choro é de verdade
Nem o ódio é consciente
Onde o amor é competição
Vivemos no espaço-tempo
Onde o desafio não é ser ético
É manter-se ético
Apesar de tudo
quinta-feira, 16 de março de 2017
terça-feira, 14 de março de 2017
sábado, 11 de março de 2017
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
Boa nova
Entre metais e microchips
Telas e hidrocarbonetos
O tecido que encanta
Costura-se em matéria e som
Como o ronco das alfaias
Como a batida no couro
Lembrando que o coração
É o instrumento que anuncia
O ritmo da alegria
E a música da vida
Que embora eu não saiba tocar
Hoje eu posso sentir
Telas e hidrocarbonetos
O tecido que encanta
Costura-se em matéria e som
Como o ronco das alfaias
Como a batida no couro
Lembrando que o coração
É o instrumento que anuncia
O ritmo da alegria
E a música da vida
Que embora eu não saiba tocar
Hoje eu posso sentir
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
Ansiedade
O que sugere meu peito
E meu jeito de criança
Espectro que voa e avança
Que soa e não amansa
O que sugere meu jeito
E meu peito que se lança
Desespera e desaspera
Quem espera sempre
Ânsia
E meu jeito de criança
Espectro que voa e avança
Que soa e não amansa
O que sugere meu jeito
E meu peito que se lança
Desespera e desaspera
Quem espera sempre
Ânsia
Assinar:
Postagens (Atom)