Não sou do que visto
Do que estou
Do que bebo e como
Não sou do que vivo
Do que vou
Do que levo e sumo
Sou do que esqueço
Do que tropeço
E não mereço
Sou do que fica
Quando me despeço
Do avesso
1. Uma gaveta pública cheia de rascunhos. 2. fi.a.po sm (de fio) 1 Fio tênue. 2 pop Quantidade ou porção insignificante... 3."O coletivo de um homem só, falando do nada e pra ninguém..."
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
Panorâmica
Take 1, plano aberto
Luz (do sol), câmera (de deus) e ação (humana)
Fim da bebedeira profana
Seis horas da manhã, é sexta, é treze, é maio
Lá vem os primeiros raios
A supersticiosa cruza a encruzilhada
(Nada de passar por baixo da escada)
Na outra quadra passa a procissão
A virgem, santa desde cedo
Caminha e não revela seu segredo
O sol esquentando qualquer medo
E o padeiro com a fé e o fermento
Alimenta os outros para o seu sustento
Entre pães, preces e superstições
Na esquina da padaria, ao lado da capela
Dois amantes se aliam e se revelam,
Na despedida do começo, na fome que alimenta
Num beijo quente e roubado que fermenta
Crenças, cruzadas, corações
E corta! (dores, pudores,
atores, proporções)
Luz (do sol), câmera (de deus) e ação (humana)
Fim da bebedeira profana
Seis horas da manhã, é sexta, é treze, é maio
Lá vem os primeiros raios
A supersticiosa cruza a encruzilhada
(Nada de passar por baixo da escada)
Na outra quadra passa a procissão
A virgem, santa desde cedo
Caminha e não revela seu segredo
O sol esquentando qualquer medo
E o padeiro com a fé e o fermento
Alimenta os outros para o seu sustento
Entre pães, preces e superstições
Na esquina da padaria, ao lado da capela
Dois amantes se aliam e se revelam,
Na despedida do começo, na fome que alimenta
Num beijo quente e roubado que fermenta
Crenças, cruzadas, corações
E corta! (dores, pudores,
atores, proporções)
Folhas
Outono outubro
Ou torna ou turno
Outorga o sonhar
O trevo de quatro
Tratou de travar
Com tanto contrato
As folhas falharam
Na sorte e no azar
Na roda de surdos
No nada e no tudo
Tolice é cantar
Ou torna ou turno
Outorga o sonhar
O trevo de quatro
Tratou de travar
Com tanto contrato
As folhas falharam
Na sorte e no azar
Na roda de surdos
No nada e no tudo
Tolice é cantar
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
Tarde quente
Um gole de tereré
Um galo da madrugada
A gula numa garfada
O grilo no rodapé
A gola da camiseta
A gala sem etiqueta
O gelo nesse café
Um galo da madrugada
A gula numa garfada
O grilo no rodapé
A gola da camiseta
A gala sem etiqueta
O gelo nesse café
terça-feira, 20 de setembro de 2016
Mal do século II
Maldição de poeta
É tragar Bukowski
E pegar-se Byron
Como um Lord sem título
Por vezes um mero brega
Embregaando as palavras
Etilificando os fonemas
Para dizer que a noite
Quando bebida sozinha
É poesia vazia
É engolir as beiradas
De uma alma que sabe
Que o meu canto é no centro
No epicentro de ti
É tragar Bukowski
E pegar-se Byron
Como um Lord sem título
Por vezes um mero brega
Embregaando as palavras
Etilificando os fonemas
Para dizer que a noite
Quando bebida sozinha
É poesia vazia
É engolir as beiradas
De uma alma que sabe
Que o meu canto é no centro
No epicentro de ti
Notas
No solo saindo do ser
Na sala solando com o sol
Num selo ensaiando o solar
Não tinha nada a perder
Mas tinha tudo a ganhar
Na sala solando com o sol
Num selo ensaiando o solar
Não tinha nada a perder
Mas tinha tudo a ganhar
sábado, 3 de setembro de 2016
terça-feira, 23 de agosto de 2016
Bichano
Como um bichano vadio
Desejo, amo e adio
Nas estrofes da alegria
Não estranhe se eu estranho
Se mordo ou se arranho
Ao perceber companhia
Gato escaldado
Tem medo de poesia
Desejo, amo e adio
Nas estrofes da alegria
Não estranhe se eu estranho
Se mordo ou se arranho
Ao perceber companhia
Gato escaldado
Tem medo de poesia
Porto
Quanto mais aperta a vida
Mais aperto no meu peito
Mais perto fico do jeito
De deportar o coração
Que cada vez apita menos
No porte de minha vida
Na porta de minha ação
Muita tarefa
Pouca lição
Mais aperto no meu peito
Mais perto fico do jeito
De deportar o coração
Que cada vez apita menos
No porte de minha vida
Na porta de minha ação
Muita tarefa
Pouca lição
Pedregulhos
Com a bandeira como venda
Para não enxergar o todo
Fez da causa a desculpa
Tropeçando consequências
Municiou-se de bravatas
Ante o poço profundo
Para jogar pedregulhos
Rochas de senso comum
Maquiada por vaidade
Eis a máscara da novidade
Centrando na superfície
Com as raízes de sempre
Para não enxergar o todo
Fez da causa a desculpa
Tropeçando consequências
Municiou-se de bravatas
Ante o poço profundo
Para jogar pedregulhos
Rochas de senso comum
Maquiada por vaidade
Eis a máscara da novidade
Centrando na superfície
Com as raízes de sempre
Colisão
O caso e a casa
O tesão e a tesoura
O tenor e a ternura
O malabie e a malícia
Morando em mim
Tecendo a ti
Num canto de carícia
O tesão e a tesoura
O tenor e a ternura
O malabie e a malícia
Morando em mim
Tecendo a ti
Num canto de carícia
segunda-feira, 11 de julho de 2016
#
Corda bamba na linha do tempo
Em inglês (para ter charme)
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Onde disfarço lamentos
No like que eu não dei
No reino dos filtros quadrados
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá vou derrubar o rei
Já que em tempo de match
Vender-se mais
É a lei
Já que em terra de crush
Que tem um beijo
Errei
Jogo da velha nesse jogo
Sóseidequenadasei
quarta-feira, 6 de julho de 2016
Nu
Perceber-se desnudado
Frágil e exposto
Ao frio
Do peito
Ao calor
Do peito
E aos medos
Do leito
E de nós
Perceber-se despido
De receios
Do ego
Do cego
Jeito de ser
Com o outro
Jeito de ler
O outro
Em si
A sós
Perceber-se entregue
Despido de tudo
Que não é seu
E exposto
Aos medos
Ao outro
À si
Aos nós
Não há coragem maior
Frágil e exposto
Ao frio
Do peito
Ao calor
Do peito
E aos medos
Do leito
E de nós
Perceber-se despido
De receios
Do ego
Do cego
Jeito de ser
Com o outro
Jeito de ler
O outro
Em si
A sós
Perceber-se entregue
Despido de tudo
Que não é seu
E exposto
Aos medos
Ao outro
À si
Aos nós
Não há coragem maior
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