No baile da superfície
Na dança entre o ser e o parecer
Dei de cara com o egoísmo fantasiado de coragem
Encontrei o hedonismo vestido de liberdade
E vi aquele vazio fingindo ser coerência
A ética não veio à festa
Não sabe se mascarar
1. Uma gaveta pública cheia de rascunhos. 2. fi.a.po sm (de fio) 1 Fio tênue. 2 pop Quantidade ou porção insignificante... 3."O coletivo de um homem só, falando do nada e pra ninguém..."
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
Aroe Jari
Quando acaba a chama
O fogo apaga
A alma clama
O corpo paga
E o mundo chama
O fim da rima
Findando mágoa
Pura água
Cristalina
Acalmando nossa sina
sábado, 2 de janeiro de 2016
Déjà vu
Ilusões, solidões, mentiras
Plurais fantasiando o singular
Repetidas sinas que perfuram o corpo
A mente e a alma
O desespero para não ser sozinho
O estar eternamente só
E a cobrança para ser condescendente:
"Você exige demais"
Feliz 1999, 2003, 2005, 2013, 2015...
Plurais fantasiando o singular
Repetidas sinas que perfuram o corpo
A mente e a alma
O desespero para não ser sozinho
O estar eternamente só
E a cobrança para ser condescendente:
"Você exige demais"
Feliz 1999, 2003, 2005, 2013, 2015...
Endereço
Após tormentos, tempestades, terromotos
A calmaria veio sacodir sua alma
Fitando sua vida cheia de nãos
Ele queria voltar para casa
Mas não sabia onde era
A calmaria veio sacodir sua alma
Fitando sua vida cheia de nãos
Ele queria voltar para casa
Mas não sabia onde era
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Calendário
Pedaços de passado nos iludem
As tardes são quentes
E despedaçadas
Migalhas de futuro nos confortam
Os dias são raros
E desperdiçados
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
Mais uma noite
Em frente aos olhos
Uma janela e o botão verde
Outra janela e o traço azul
Há muitas portas fechadas em meu peito
Com o silêncio dessas letras denunciando tudo
E a solidão gritando sem parar
Na fechadura da mente
A herança de um blog moribundo
Frases tortas perfurando o abismo
A lembrança triste daquele dia e do sofá
E o medo do medo do medo
Não há com quem conversar
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
Café
A sensação agridoce da saudade
E o desconcertante gosto da surpresa
Temperaram a xícara de café
Junto com a doce textura do texto
E a fome insaciável do desejo
No banquete deletério da ilusão
E eu que outrora morri de inanição
Já não reclamo de minha própria companhia
E me sacio com doses de solidão
E o desconcertante gosto da surpresa
Temperaram a xícara de café
Junto com a doce textura do texto
E a fome insaciável do desejo
No banquete deletério da ilusão
E eu que outrora morri de inanição
Já não reclamo de minha própria companhia
E me sacio com doses de solidão
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Angústia
Aqui estrebucha
Um vácuo estranho e gélido
Um buraco que cresce sem parar
No vazio que a incerteza cavou
Grita o oco do mundo
Em mimsexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Gotas de resistência
Pelejar nesses tempos arenosos
É um caminhar constante sobre espinhos
Labutar contra seus próprios vacilos
E saltar as esparrelas do mundo
Nesses tempos arenosos
Onde os sonhos estão no volume morto
Onde o luto seca a luta
É difícil não sucumbir
Quando nos querem pedra
Quando nos querem pedra
Quando nos querem máquina
Querem-nos presos
Querem-nos presos
Querem-nos presas de nós mesmos
Pacificando nossos passos
Apassivando nossos sonhos
Petrificando o horizonte
Pelejamos sobre o chão seco
E o nosso único trunfo
Ainda em tempos arenosos
São os olhos das/dos camaradas
De onde caem gostas de coragem
Olhares que resguardam no fundo
Tempestades de força, um céu de possibilidades
Um mar de ousadia, um solo de fertilidade
Nesses tempos difíceis e arenosos
Basta um olhar para o outro,
Basta uma mão sobre a outra
E as restantes em punho
Para que saciemos nossa sede
De busca por transformação
E possamos semear outro tempo
Tempo de realizar
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Liquidificador
Na boca do estômago
O soco
No saco de temores
Sufoco
No suco de lembranças
O louco
Gosto amargo de viver
O soco
No saco de temores
Sufoco
No suco de lembranças
O louco
Gosto amargo de viver
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
Qual é o seu problema?
Patife! –
Me engana a dublagem
E eu
retruco em silêncio.
Com um palavrão verdadeiro
Com um palavrão verdadeiro
Como
quem grita por dentro
Como a
raiva de Skylab
Como
pateticamente sentir raiva de Skylab
Ou do
mundo das dores
Onde no
fim vem os créditos
E os débitos dos versos
E dos roteiros de uma vidaQue eu nunca escrevi
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